Criadouro Realengo
Criadouros de aves batalham por conservação e cuidado de animais em várias cidades no Brasil
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Criadouros preservam espécies
13.11.2012

Criadouros de aves batalham por conservação e

cuidado de animais em várias cidades no Brasil


São Paulo Essencial para a preservação e fortalecimento de algumas espécies, criação e exportação brasileira ainda engatinha. Europa e EUA detém liderança de venda legal de animais tropicais. Os criadores de pássaros legalizados e que seguem as normas para manter a higiene e o bem-estar desses animais são atores essenciais na manutenção de espécies nativas e exóticas no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) apoia a atuação dos 5.457 criatórios de animais presentes no Brasil e também entende que esses estabelecimentos atuam como perpetuadores de espécies ameaçadas de extinção, fonte de emprego e de divisas para o setor pet no País.

Aves conservadas pelo Criadouro Lagopas, um dos 5.457 estabelecimentos que atuam no País como perpetuadores de espécies ameaçadas de extinção, gerando empregos e divisas para o setor pet FOTO: CRIADOURO LAGOPAS

Para o criador gaúcho Flávio Sousa Jr., de Porto Alegre, trata-se da chance de manter espécies cujo habitat já foi extremamente modificado pelo homem. "As populações dessas espécies se manterão em número razoável e com diversidade genética suficiente. Muitos animais têm diversidade genética tão pequena que a suscetibilidade a doenças é muito grande. O criador desenvolve mecanismos para que a sobrevivência seja possível".

Na cidade do Rio de Janeiro, no Criadouro Passaredo, Lélio Heliodoro cria psitacídeos, como papagaios e araras, e ramphastídeos, popularmente conhecidos como tucanos, tanto nacionais como exóticos.

Heliodoro explica que zoológicos e criadouros podem ser considerados "reservas genéticas sob condições controladas: desenvolvemos técnicas de reprodução que poderão, eventualmente, servir para reposição de animais ex situ, com a possibilidade de se refazer, na natureza, até mesmo espécies extintas. É o caso do mico-leão-dourado, que somente conseguiu se fixar no Brasil depois que um zoológico norte-americano nos enviou espécimes, e nos passou o know-how de reprodução".

Os animais mantidos nos criadouros comerciais legalizados e autorizados pelo Ibama têm condições de bem-estar asseguradas fotos: criadouros freepower

Ele atenta também para o hábito e capacidade de voo dos animais. "As aves não acordam pela manhã, olham para o céu e pensam ´lindo dia, vou dar uma voadinha´. Ledo engano. As aves somente voam por quatro únicos motivos: procurar comida, procurar acasalamento, fugir do predador e, finalmente, voam para voltar para o ninho. Voar é gastar energia, que é reposta somente através da alimentação". As constatações desmistificam também a ideia do pássaro "triste" na gaiola, pois em um ambiente controlado, o animal passa a ter à disposição condições ideais para a vida.

Cuidados médicos e profissionais qualificados são outros requisitos importantes, frisados por Waldir Pereira da Silva, do Criadouro Realengo, de Goiânia (GO). "Manejo sanitário, como limpeza, desinfecção e a aplicação de antiparasitários, antibióticos nas aves são medidas que tomamos e proporcionam boas condições de saúde".

As aves têm acompanhamento diário, por tratadores treinados e com aptidão ao manejo especial

Silva também cita o acompanhamento diário das aves, por tratadores treinados e com aptidão no manejo, além de acompanhamento veterinário constante. No Realengo, o criador disponibiliza sabiás-da-mata, curiós e bicudos. Segundo ele, a importância dos criadouros no caso de espécies como o bicudo é crucial, pois o animal encontra-se praticamente extinto em habitat natural.

Números vindos do exterior revelam também quão urgente se faz uma transformação nas condições para criação e comercialização legal no Brasil. Em 2007, de acordo com dados da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres, a quantidade de araras exportadas pelo Brasil foi de 52 espécimes, entre 2000 e 2006. Nos Estados Unidos, o número de aves dessa espécie, exportado, foi de 683 no mesmo período. Na Holanda, os papagaios exportados contabilizaram 2.213, enquanto o Brasil exportou 100 animais.

Não se trata apenas de uma questão das aves. Outros animais nativos de origem silvestre do Brasil são criados, com pesquisa e alto padrão de tratamento, em grande escala no exterior. Como consequência, hoje é mais fácil comprar animais como saguis e jiboias em terras europeias do que em nações de clima tropical. Os dados da convenção revelam que, na Inglaterra, o número de saguis exportados, entre 2000 e 2006, chegou aos 520. No Brasil, foram 61 animais enviados para fora. Mas o caso das jiboias e das iguanas é o mais emblemático: na República Checa o número de jiboias criadas e exportadas foi de 12.531, enquanto no Brasil, foram seis. No caso das iguanas, os Estados Unidos exportaram 13.486 animais - e o Brasil, nenhum.

Blog Bem-Estar Pet

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